Radiologia e Oncologia Intervencionista
Neurorradiologia Terapêutica

Radiologia Intervencionista com segurança, precisão e critério clínico

Procedimentos minimamente invasivos guiados por imagem, indicados com critério técnico e integração com o médico assistente.

Procedimentos minimamente invasivos
guiados por imagem

Por pequenas punções e com orientação por ultrassom, tomografia, radioscopia ou angiografia, realizamos biópsias, drenagens e tratamentos vasculares, oncológicos e neurovasculares com precisão e segurança.

Procedimentos minimamente invasivos
guiados por imagem

Por pequenas punções e com orientação por ultrassom, tomografia, radioscopia ou angiografia, realizamos biópsias, drenagens e tratamentos vasculares, oncológicos e neurovasculares com precisão e segurança.

Radiologia e Oncologia Intervencionista
Neurorradiologia Terapêutica

Radiologia Intervencionista com segurança, precisão e critério clínico

Procedimentos minimamente invasivos guiados por imagem, indicados com critério técnico e integração com o médico assistente.

Procedimentos minimamente invasivos
guiados por imagem

Por pequenas punções e com orientação por ultrassom, tomografia, radioscopia ou angiografia, realizamos biópsias, drenagens e tratamentos vasculares, oncológicos e neurovasculares com precisão e segurança.

Biópsias guiadas por imagem

Biópsias de pulmão, fígado, rim, linfonodos, ossos, partes moles, mama, tireoide e lesões profundas, com planejamento do trajeto mais seguro.

Drenagens percutâneas

Drenagem de abscessos, coleções abdominais, coleções pancreáticas, derrames e outras condições que podem ser tratadas por punção guiada.

Oncologia Intervencionista

Ablação de tumores, quimioembolização, embolizações e procedimentos paliativos ou complementares no tratamento do câncer.

Neurorradiologia Terapêutica

Tratamento endovascular de aneurismas, malformações vasculares, AVC isquêmico selecionado e outras doenças neurovasculares.

Intervenções urológicas e biliares

Nefrostomias, drenagens biliares, desobstruções e procedimentos guiados por imagem em situações complexas.

Intervenções vasculares

Angioplastias, tratamento endovascular de obstruções arteriais, embolizações, controle de sangramentos e acesso vascular complexo.

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Dr. Demóstenes Costa

Princípios clínicos que orientam atuação:

A serviço da vida, com critério e segurança:

Cada procedimento começa antes da sala de intervenção: com análise clínica, revisão dos exames, planejamento técnico e diálogo com o médico assistente.

Indicação criteriosa
Avaliação individualizada do caso, considerando diagnóstico, riscos, benefícios e alternativas.

Planejamento guiado por imagem

Escolha da técnica, via de acesso e método de imagem mais adequado para cada situação.

Integração assistencial

Comunicação com o médico solicitante e equipes envolvidas antes e após o procedimento.

NaRadiologiaIntervencionista,tãoimportantequantoaexecuçãotécnicaéaindicaçãoadequada.Cadacasodeveseravaliadoconsiderandoevidênciascientíficas,condiçõesclínicas,riscosebenefíciosesperados.

CRM-CE 10476

Sobre o Dr. Demostenes Costa

Coordenação médica da InterVie | Radiologia Intervencionista e Neurorradiologia Terapêutica Dr. Demóstenes Costa é médico radiologista intervencionista e neurorradiologista terapêutico, formado pela Universidade Federal do Ceará, com residência médica em Radiologia e Diagnóstico por Imagem pelo Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco.

Possui formação complementar pelo Grupo Angiorad, em Recife, nas áreas de Radiologia Intervencionista, Oncologia Intervencionista e Neurorradiologia Terapêutica, com estágio de aperfeiçoamento no Instituto Nacional de Câncer — INCA, no Rio de Janeiro, e observership no MD Anderson Cancer Center, em Houston, Texas, EUA. É fundador e diretor médico da InterVie — Radiologia Intervencionista a Serviço da Vida, atuando em procedimentos minimamente invasivos guiados por imagem, incluindo intervenções vasculares, oncológicas e neurovasculares.

Participa regularmente de congressos, workshops e treinamentos voltados à atualização técnica, segurança do paciente e medicina baseada em evidências. Médico inscrito no Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará sob o nº CRM-CE 10476, com registros de qualificação de especialista em Radiologia e Diagnóstico por Imagem — RQE 7231, Radiologia Intervencionista / Angiorradiologia — RQE 7416 eNeurorradiologia Diagnóstica e Terapêutica — RQE 13610.

FAQ

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Dr. Demostenes Costa

Radiologista Intervencionsta

Vou sentir dor durante um procedimento minimamente invasivo?

É natural ter receio de sentir dor. Por isso, cada procedimento é planejado considerando não apenas a técnica, mas também o conforto do paciente. Utilizamos anestesia local e, em casos selecionados, sedação ou acompanhamento anestésico, buscando realizar a intervenção com segurança e o menor desconforto possível.

Como são realizadas as biópsias guiada por ultrassom ou tomografia?

A biópsia guiada por imagem é um procedimento em que o médico retira um pequeno fragmento de tecido de uma lesão ou do parênquima de um órgão para descobrir exatamente o que ela é ou para avaliar a resposta ao tratamento. Isso é feito com o auxílio de exames como ultrassom ou tomografia, que permitem guiar a agulha com precisão até o local correto. O exame é realizado, na maioria das vezes, com anestesia local, e em algumas situações com sedação leve, para que o paciente não sinta dor. Uma agulha é introduzida até a lesão e o material coletado é enviado para análise em laboratório, onde pode ser estudado ao microscópio e por testes especiais, inclusive genéticos. Após o procedimento, o paciente fica em observação por algumas horas. Na maioria dos casos, pode ir para casa no mesmo dia. O principal objetivo da biópsia é confirmar o diagnóstico de nódulos, tumores ou outras alterações vistas nos exames. Os riscos são baixos, mas podem incluir pequeno sangramento ou dor no local. Em biópsias do pulmão, existe a possibilidade de entrada de ar ao redor do pulmão, o que geralmente é identificado e tratado. Em geral, é um método muito seguro, preciso e fundamental para definir o tratamento mais adequado.

Aneurisma cerebral: quando o tratamento endovascular pode ser indicado?

Receber o diagnóstico de um aneurisma cerebral costuma gerar medo e muitas dúvidas. É importante saber que nem todo aneurisma rompe, e nem todo aneurisma precisa ser tratado imediatamente. A melhor conduta depende de uma avaliação cuidadosa do tamanho, formato, localização, sintomas, histórico do paciente e risco estimado de sangramento. Quando o tratamento é indicado, uma das possibilidades é o tratamento endovascular, realizado por dentro dos vasos sanguíneos, sem abertura do crânio. Por meio de cateteres finos introduzidos pela virilha ou pelo punho, o médico chega até as artérias do cérebro e trata o aneurisma com auxílio de imagem em tempo real. O tratamento pode ser feito com molas de platina, chamadas de coils, ou com dispositivos como stents, balões, redirecionadores de fluxo e dispositivos intra-aneurismáticos, dependendo da anatomia do aneurisma. O objetivo é reduzir ou impedir a entrada de sangue dentro do aneurisma, diminuindo o risco de ruptura ou de novo sangramento.

Como é realizado o tratamento minimamente invasivo de miomas uterinos?

Os miomas uterinos são tumores benignos frequentes e podem estar associados a sangramento menstrual intenso, anemia, dor pélvica, aumento do volume abdominal, sensação de peso, pressão sobre bexiga ou intestino e impacto importante na qualidade de vida. A embolização das artérias uterinas é uma opção terapêutica minimamente invasiva para mulheres com miomas sintomáticos. O procedimento é realizado por meio de um pequeno acesso vascular, geralmente na virilha ou no punho, guiado por imagem, com o objetivo de reduzir o fluxo sanguíneo para os miomas e promover diminuição dos sintomas. A técnica foi descrita para tratamento de miomas na década de 1990, com publicação clássica de Ravina e colaboradores no Lancet, em 1995, e desde então vem sendo estudada em diferentes centros, com acompanhamento de longo prazo em mulheres tratadas por essa abordagem. Em diretrizes internacionais, incluindo publicações do American College of Obstetricians and Gynecologists — ACOG, a embolização é reconhecida como uma opção no manejo de mulheres com leiomiomas sintomáticos, especialmente quando há desejo de evitar histerectomia e preservar anatomicamente o útero. Quando bem indicada, a embolização pode proporcionar melhora do sangramento, da dor e dos sintomas compressivos, com menor tempo de internação e recuperação geralmente mais rápida em comparação a cirurgias maiores. A escolha do tratamento, no entanto, deve ser individualizada e discutida em conjunto com a ginecologia, considerando idade, sintomas, exames de imagem, desejo gestacional, características dos miomas e objetivos da paciente.

Ablação de tumores e metástases

Receber o diagnóstico de um tumor ou de uma metástase costuma trazer muitas dúvidas: é preciso operar? Existe alguma opção menos invasiva? Qual tratamento oferece melhor equilíbrio entre resultado, segurança e recuperação? A ablação percutânea de tumores é uma técnica minimamente invasiva que pode ser indicada em casos selecionados. Por meio de uma pequena punção na pele, o médico introduz uma agulha especial até o tumor, guiado por exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia. A partir dessa agulha, diferentes formas de energia podem ser utilizadas para tratar a lesão, como calor por radiofrequência ou micro-ondas, frio por crioablação, ou outras tecnologias específicas. O objetivo é destruir o tecido tumoral com precisão, buscando preservar o máximo possível das estruturas saudáveis ao redor. A ablação pode ser considerada para tumores pequenos e bem localizados, especialmente no fígado, rim, pulmão e ossos, além de situações selecionadas em outros órgãos. Em alguns casos, pode ser uma alternativa à cirurgia; em outros, pode complementar tratamentos como quimioterapia, imunoterapia, radioterapia ou acompanhamento oncológico. A decisão deve ser sempre individualizada. Antes de indicar o procedimento, avaliamos o tipo de tumor, tamanho, localização, número de lesões, exames de imagem, condição clínica do paciente e objetivos do tratamento. Sempre que necessário, a conduta é discutida com a equipe assistente, como oncologista, cirurgião ou médico solicitante.

Ablação de nódulos benignos da tireoide

Nem todo nódulo de tireoide precisa ser operado. Em alguns casos, quando o nódulo é benigno, mas causa sensação de pressão no pescoço, desconforto para engolir, dor local ou incômodo estético, a ablação por radiofrequência ou micro-ondas pode ser uma opção minimamente invasiva. O procedimento é feito com uma agulha fina, guiada por ultrassom, geralmente com anestesia local. O calor aplicado dentro do nódulo promove sua redução gradual, preservando a maior parte possível da glândula tireoide. Antes da indicação, é essencial confirmar que o nódulo é benigno e avaliar seu tamanho, localização, características no ultrassom, sintomas e objetivos do paciente.

Angiografia, arteriografia e flebografia: o que é e por que meu médico pediu esse exame?

É normal ficar apreensivo quando o médico solicita uma angiografia, arteriografia ou flebografia. Apesar dos nomes parecerem complexos, esses exames têm um objetivo principal: mapear os vasos sanguíneos e entender como o sangue está circulando em determinada região do corpo. De forma geral, chamamos de angiografia o exame dos vasos sanguíneos. Quando avaliamos principalmente as artérias, o exame pode ser chamado de arteriografia. Quando o foco são as veias, usamos o termo flebografia. Esses exames permitem identificar alterações como estreitamentos, obstruções, aneurismas, malformações vasculares, sangramentos ou outras mudanças na circulação. Em muitos casos, ajudam o médico a confirmar um diagnóstico, planejar uma cirurgia ou definir a necessidade de tratamentos como angioplastia, stent, embolização ou trombólise. O procedimento é realizado em ambiente hospitalar, com monitorização e equipe especializada. Após anestesia local, o médico introduz um cateter fino, geralmente pela virilha ou pelo braço, e injeta contraste para que os vasos apareçam nas imagens de raio-X em tempo real. Durante o exame, o paciente pode sentir pressão no local da punção ou uma sensação passageira de calor quando o contraste é aplicado. Na maioria das vezes, o desconforto é pequeno. Em alguns casos, pode ser utilizada sedação, dependendo do tipo de exame, da duração prevista e das condições clínicas do paciente. Como todo procedimento invasivo, existem riscos, como hematoma no local da punção, sangramento, reação ao contraste ou alteração da função renal em pacientes predispostos. Por isso, antes do exame, são avaliados exames laboratoriais, função dos rins, histórico de alergias, uso de anticoagulantes e condições clínicas do paciente. Esse cuidado ajuda a reduzir riscos e a escolher a melhor forma de realizar o procedimento.

Nefrostomia percutânea e cateter duplo J anterógrado: o que é e por que meu médico indicou esse procedimento?

Esses procedimentos geralmente são indicados quando existe dificuldade para a urina sair do rim em direção à bexiga, causando dilatação do sistema urinário, dor, infecção, alteração da função renal ou risco de perda da função do rim. A nefrostomia percutânea é um procedimento minimamente invasivo em que o médico, guiado por ultrassonografia e/ou raio-X, realiza uma pequena punção nas costas para acessar o rim e colocar um dreno fino. Esse dreno permite que a urina saia diretamente do rim para uma bolsa coletora externa, aliviando a obstrução e ajudando a proteger a função renal. Em alguns casos, além da nefrostomia, pode ser possível passar um cateter duplo J pelo mesmo acesso, de cima para baixo, do rim até a bexiga. Esse é o chamado implante anterógrado do duplo J. O cateter fica totalmente interno e ajuda a manter o caminho da urina aberto entre o rim e a bexiga, podendo permitir, em situações selecionadas, a retirada posterior da nefrostomia externa. O procedimento é realizado em ambiente hospitalar, com monitorização, anestesia local e, quando necessário, sedação ou acompanhamento anestésico. Durante a intervenção, o paciente pode sentir pressão, desconforto local ou sensação de manipulação, mas a equipe acompanha todo o processo para reduzir dor e manter segurança.

Drenagem biliar percutânea e stent biliar

Quando há uma obstrução nos canais que levam a bile do fígado ao intestino, a bile pode se acumular e causar pele e olhos amarelados, coceira, urina escura, fezes claras, dor, febre ou infecção. Nesses casos, o médico pode indicar uma drenagem biliar percutânea para aliviar essa obstrução e proteger a função do fígado. O procedimento é minimamente invasivo e realizado em ambiente hospitalar. Guiado por ultrassonografia e raio-X, o médico faz uma pequena punção através da pele até os canais biliares e posiciona um dreno fino para permitir a saída da bile. Em muitos casos, isso ajuda a reduzir a pressão dentro do fígado, controlar sintomas e permitir a continuidade do tratamento clínico, cirúrgico ou oncológico. Em situações selecionadas, pode ser colocado também um stent biliar, uma pequena prótese que mantém o canal aberto. Quando o stent funciona bem, o dreno externo pode ser retirado posteriormente, conforme a evolução de cada caso. O procedimento é realizado em ambiente hospitalar, com anestesia local e acompanhamento anestésico. Antes da drenagem, são avaliados exames de imagem, função do fígado, coagulação, sinais de infecção, uso de anticoagulantes e as condições clínicas do paciente. Como toda intervenção, pode haver riscos, que são explicados individualmente conforme o quadro clínico e o tipo de procedimento planejado.

Embolização prostática

A embolização das artérias prostáticas é um procedimento minimamente invasivo que pode ser indicado para homens com hiperplasia prostática benigna — HPB, condição em que o aumento benigno da próstata dificulta a passagem da urina. A HPB pode causar sintomas como jato urinário fraco, esforço para urinar, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga, aumento da frequência urinária, urgência, necessidade de acordar várias vezes à noite para urinar, retenção urinária ou, em alguns casos, sangramento pela urina. O procedimento pode ser considerado em pacientes selecionados, especialmente quando os medicamentos não oferecem alívio adequado, causam efeitos colaterais, ou quando se busca uma alternativa minimamente invasiva às cirurgias convencionais. Também pode ser avaliado em homens com próstatas volumosas, uso de sonda vesical, sangramento prostático ou maior risco cirúrgico. A técnica é realizada por um radiologista intervencionista, geralmente com anestesia local e sedação. Um cateter fino é introduzido por uma artéria, normalmente pela virilha ou pelo punho, e guiado até os vasos que irrigam a próstata. Em seguida, são aplicadas micropartículas que reduzem o fluxo de sangue para a glândula, levando à diminuição progressiva do seu volume e ao alívio gradual da compressão sobre a uretra. A melhora dos sintomas costuma ocorrer de forma progressiva, ao longo das semanas. Entre os possíveis benefícios estão a ausência de cortes no abdome, menor tempo de internação, recuperação mais rápida e baixo risco de alterações sexuais importantes, como disfunção erétil ou ejaculação retrógrada, quando comparada a algumas opções cirúrgicas. Ainda assim, os resultados variam conforme o volume da próstata, a anatomia vascular, a gravidade dos sintomas e as condições clínicas de cada paciente. Nem todos os casos são ideais para embolização. Antes da indicação, é importante avaliar exames de imagem, sintomas urinários, função da bexiga, presença de infecção, uso de anticoagulantes, suspeita de câncer de próstata e particularidades anatômicas, como obstruções arteriais ou variações vasculares. A decisão deve ser individualizada e, sempre que possível, discutida em conjunto com o urologista.

Trombectomia mecânica no AVC isquêmico

O AVC isquêmico acontece quando um vaso do cérebro é obstruído por um coágulo, reduzindo ou interrompendo a chegada de sangue a uma região cerebral. É uma emergência médica: quanto mais rápido o paciente é avaliado e tratado, maiores são as chances de preservar função neurológica. Os sinais de alerta incluem boca torta, fraqueza ou dormência súbita em um lado do corpo, dificuldade para falar, confusão, alteração visual, tontura intensa ou perda súbita de equilíbrio. Diante desses sintomas, o paciente deve ser levado imediatamente a um serviço de urgência habilitado para atendimento de AVC. Em alguns casos, especialmente quando há obstrução de uma grande artéria cerebral, pode ser indicada a trombectomia mecânica. Nesse procedimento, realizado por via endovascular, o médico introduz cateteres finos por uma artéria, geralmente na virilha, e os guia até o vaso obstruído no cérebro para remover o coágulo e tentar restabelecer a circulação. A indicação depende do tempo de início dos sintomas, da gravidade do quadro, dos exames de imagem e da presença de tecido cerebral ainda viável. A tomografia de crânio, a angiotomografia e, em casos selecionados, exames de perfusão ajudam a definir se o paciente pode se beneficiar do tratamento. Estudos como DAWN e DEFUSE 3 fundamentam a seleção de pacientes em janelas tardias, até 24 horas em situações específicas. A trombectomia não é indicada para todos os tipos de AVC, mas pode ser decisiva em pacientes selecionados com obstrução de grandes vasos. Por isso, o reconhecimento rápido dos sintomas e o encaminhamento imediato para um centro preparado são etapas fundamentais.

Procedimentos minimamente invasivos
guiados por imagem

Por pequenas punções e com orientação por ultrassom, tomografia, radioscopia ou angiografia, realizamos biópsias, drenagens e tratamentos vasculares, oncológicos e neurovasculares com precisão e segurança.

Dr. Demóstenes Costa

Princípios clínicos que orientam atuação:

A serviço da vida, com critério e segurança:

Cada procedimento começa antes da sala de intervenção: com análise clínica, revisão dos exames, planejamento técnico e diálogo com o médico assistente.

Indicação criteriosa
Avaliação individualizada do caso, considerando diagnóstico, riscos, benefícios e alternativas.

Planejamento guiado por imagem

Escolha da técnica, via de acesso e método de imagem mais adequado para cada situação.

Integração assistencial

Comunicação com o médico solicitante e equipes envolvidas antes e após o procedimento.

NaRadiologiaIntervencionista,tãoimportantequantoaexecuçãotécnicaéaindicaçãoadequada.Cadacasodeveseravaliadoconsiderandoevidênciascientíficas,condiçõesclínicas,riscosebenefíciosesperados.

Biópsias guiadas por imagem

Biópsias de pulmão, fígado, rim, linfonodos, ossos, partes moles, mama, tireoide e lesões profundas, com planejamento do trajeto mais seguro.

Drenagens percutâneas

Drenagem de abscessos, coleções abdominais, coleções pancreáticas, derrames e outras condições que podem ser tratadas por punção guiada.

Oncologia Intervencionista

Ablação de tumores, quimioembolização, embolizações e procedimentos paliativos ou complementares no tratamento do câncer.

Neurorradiologia Terapêutica

Tratamento endovascular de aneurismas, malformações vasculares, AVC isquêmico selecionado e outras doenças neurovasculares.

Intervenções urológicas e biliares

Nefrostomias, drenagens biliares, desobstruções e procedimentos guiados por imagem em situações complexas.

Intervenções vasculares

Angioplastias, tratamento endovascular de obstruções arteriais, embolizações, controle de sangramentos e acesso vascular complexo.

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CRM-CE 10476

Sobre o Dr. Demostenes Costa

Coordenação médica da InterVie | Radiologia Intervencionista e Neurorradiologia Terapêutica Dr. Demóstenes Costa é médico radiologista intervencionista e neurorradiologista terapêutico, formado pela Universidade Federal do Ceará, com residência médica em Radiologia e Diagnóstico por Imagem pelo Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco.

Possui formação complementar pelo Grupo Angiorad, em Recife, nas áreas de Radiologia Intervencionista, Oncologia Intervencionista e Neurorradiologia Terapêutica, com estágio de aperfeiçoamento no Instituto Nacional de Câncer — INCA, no Rio de Janeiro, e observership no MD Anderson Cancer Center, em Houston, Texas, EUA. É fundador e diretor médico da InterVie — Radiologia Intervencionista a Serviço da Vida, atuando em procedimentos minimamente invasivos guiados por imagem, incluindo intervenções vasculares, oncológicas e neurovasculares.

Participa regularmente de congressos, workshops e treinamentos voltados à atualização técnica, segurança do paciente e medicina baseada em evidências. Médico inscrito no Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará sob o nº CRM-CE 10476, com registros de qualificação de especialista em Radiologia e Diagnóstico por Imagem — RQE 7231, Radiologia Intervencionista / Angiorradiologia — RQE 7416 eNeurorradiologia Diagnóstica e Terapêutica — RQE 13610.

FAQ

PricipaisperguntassobreaRadiologiaIntervencionista

Vou sentir dor durante um procedimento minimamente invasivo?

É natural ter receio de sentir dor. Por isso, cada procedimento é planejado considerando não apenas a técnica, mas também o conforto do paciente. Utilizamos anestesia local e, em casos selecionados, sedação ou acompanhamento anestésico, buscando realizar a intervenção com segurança e o menor desconforto possível.

Como são realizadas as biópsias guiada por ultrassom ou tomografia?

A biópsia guiada por imagem é um procedimento em que o médico retira um pequeno fragmento de tecido de uma lesão ou do parênquima de um órgão para descobrir exatamente o que ela é ou para avaliar a resposta ao tratamento. Isso é feito com o auxílio de exames como ultrassom ou tomografia, que permitem guiar a agulha com precisão até o local correto. O exame é realizado, na maioria das vezes, com anestesia local, e em algumas situações com sedação leve, para que o paciente não sinta dor. Uma agulha é introduzida até a lesão e o material coletado é enviado para análise em laboratório, onde pode ser estudado ao microscópio e por testes especiais, inclusive genéticos. Após o procedimento, o paciente fica em observação por algumas horas. Na maioria dos casos, pode ir para casa no mesmo dia. O principal objetivo da biópsia é confirmar o diagnóstico de nódulos, tumores ou outras alterações vistas nos exames. Os riscos são baixos, mas podem incluir pequeno sangramento ou dor no local. Em biópsias do pulmão, existe a possibilidade de entrada de ar ao redor do pulmão, o que geralmente é identificado e tratado. Em geral, é um método muito seguro, preciso e fundamental para definir o tratamento mais adequado.

Aneurisma cerebral: quando o tratamento endovascular pode ser indicado?

Receber o diagnóstico de um aneurisma cerebral costuma gerar medo e muitas dúvidas. É importante saber que nem todo aneurisma rompe, e nem todo aneurisma precisa ser tratado imediatamente. A melhor conduta depende de uma avaliação cuidadosa do tamanho, formato, localização, sintomas, histórico do paciente e risco estimado de sangramento. Quando o tratamento é indicado, uma das possibilidades é o tratamento endovascular, realizado por dentro dos vasos sanguíneos, sem abertura do crânio. Por meio de cateteres finos introduzidos pela virilha ou pelo punho, o médico chega até as artérias do cérebro e trata o aneurisma com auxílio de imagem em tempo real. O tratamento pode ser feito com molas de platina, chamadas de coils, ou com dispositivos como stents, balões, redirecionadores de fluxo e dispositivos intra-aneurismáticos, dependendo da anatomia do aneurisma. O objetivo é reduzir ou impedir a entrada de sangue dentro do aneurisma, diminuindo o risco de ruptura ou de novo sangramento.

Como é realizado o tratamento minimamente invasivo de miomas uterinos?

Os miomas uterinos são tumores benignos frequentes e podem estar associados a sangramento menstrual intenso, anemia, dor pélvica, aumento do volume abdominal, sensação de peso, pressão sobre bexiga ou intestino e impacto importante na qualidade de vida. A embolização das artérias uterinas é uma opção terapêutica minimamente invasiva para mulheres com miomas sintomáticos. O procedimento é realizado por meio de um pequeno acesso vascular, geralmente na virilha ou no punho, guiado por imagem, com o objetivo de reduzir o fluxo sanguíneo para os miomas e promover diminuição dos sintomas. A técnica foi descrita para tratamento de miomas na década de 1990, com publicação clássica de Ravina e colaboradores no Lancet, em 1995, e desde então vem sendo estudada em diferentes centros, com acompanhamento de longo prazo em mulheres tratadas por essa abordagem. Em diretrizes internacionais, incluindo publicações do American College of Obstetricians and Gynecologists — ACOG, a embolização é reconhecida como uma opção no manejo de mulheres com leiomiomas sintomáticos, especialmente quando há desejo de evitar histerectomia e preservar anatomicamente o útero. Quando bem indicada, a embolização pode proporcionar melhora do sangramento, da dor e dos sintomas compressivos, com menor tempo de internação e recuperação geralmente mais rápida em comparação a cirurgias maiores. A escolha do tratamento, no entanto, deve ser individualizada e discutida em conjunto com a ginecologia, considerando idade, sintomas, exames de imagem, desejo gestacional, características dos miomas e objetivos da paciente.

Ablação de tumores e metástases

Receber o diagnóstico de um tumor ou de uma metástase costuma trazer muitas dúvidas: é preciso operar? Existe alguma opção menos invasiva? Qual tratamento oferece melhor equilíbrio entre resultado, segurança e recuperação? A ablação percutânea de tumores é uma técnica minimamente invasiva que pode ser indicada em casos selecionados. Por meio de uma pequena punção na pele, o médico introduz uma agulha especial até o tumor, guiado por exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia. A partir dessa agulha, diferentes formas de energia podem ser utilizadas para tratar a lesão, como calor por radiofrequência ou micro-ondas, frio por crioablação, ou outras tecnologias específicas. O objetivo é destruir o tecido tumoral com precisão, buscando preservar o máximo possível das estruturas saudáveis ao redor. A ablação pode ser considerada para tumores pequenos e bem localizados, especialmente no fígado, rim, pulmão e ossos, além de situações selecionadas em outros órgãos. Em alguns casos, pode ser uma alternativa à cirurgia; em outros, pode complementar tratamentos como quimioterapia, imunoterapia, radioterapia ou acompanhamento oncológico. A decisão deve ser sempre individualizada. Antes de indicar o procedimento, avaliamos o tipo de tumor, tamanho, localização, número de lesões, exames de imagem, condição clínica do paciente e objetivos do tratamento. Sempre que necessário, a conduta é discutida com a equipe assistente, como oncologista, cirurgião ou médico solicitante.

Ablação de nódulos benignos da tireoide

Nem todo nódulo de tireoide precisa ser operado. Em alguns casos, quando o nódulo é benigno, mas causa sensação de pressão no pescoço, desconforto para engolir, dor local ou incômodo estético, a ablação por radiofrequência ou micro-ondas pode ser uma opção minimamente invasiva. O procedimento é feito com uma agulha fina, guiada por ultrassom, geralmente com anestesia local. O calor aplicado dentro do nódulo promove sua redução gradual, preservando a maior parte possível da glândula tireoide. Antes da indicação, é essencial confirmar que o nódulo é benigno e avaliar seu tamanho, localização, características no ultrassom, sintomas e objetivos do paciente.

Angiografia, arteriografia e flebografia: o que é e por que meu médico pediu esse exame?

É normal ficar apreensivo quando o médico solicita uma angiografia, arteriografia ou flebografia. Apesar dos nomes parecerem complexos, esses exames têm um objetivo principal: mapear os vasos sanguíneos e entender como o sangue está circulando em determinada região do corpo. De forma geral, chamamos de angiografia o exame dos vasos sanguíneos. Quando avaliamos principalmente as artérias, o exame pode ser chamado de arteriografia. Quando o foco são as veias, usamos o termo flebografia. Esses exames permitem identificar alterações como estreitamentos, obstruções, aneurismas, malformações vasculares, sangramentos ou outras mudanças na circulação. Em muitos casos, ajudam o médico a confirmar um diagnóstico, planejar uma cirurgia ou definir a necessidade de tratamentos como angioplastia, stent, embolização ou trombólise. O procedimento é realizado em ambiente hospitalar, com monitorização e equipe especializada. Após anestesia local, o médico introduz um cateter fino, geralmente pela virilha ou pelo braço, e injeta contraste para que os vasos apareçam nas imagens de raio-X em tempo real. Durante o exame, o paciente pode sentir pressão no local da punção ou uma sensação passageira de calor quando o contraste é aplicado. Na maioria das vezes, o desconforto é pequeno. Em alguns casos, pode ser utilizada sedação, dependendo do tipo de exame, da duração prevista e das condições clínicas do paciente. Como todo procedimento invasivo, existem riscos, como hematoma no local da punção, sangramento, reação ao contraste ou alteração da função renal em pacientes predispostos. Por isso, antes do exame, são avaliados exames laboratoriais, função dos rins, histórico de alergias, uso de anticoagulantes e condições clínicas do paciente. Esse cuidado ajuda a reduzir riscos e a escolher a melhor forma de realizar o procedimento.

Nefrostomia percutânea e cateter duplo J anterógrado: o que é e por que meu médico indicou esse procedimento?

Esses procedimentos geralmente são indicados quando existe dificuldade para a urina sair do rim em direção à bexiga, causando dilatação do sistema urinário, dor, infecção, alteração da função renal ou risco de perda da função do rim. A nefrostomia percutânea é um procedimento minimamente invasivo em que o médico, guiado por ultrassonografia e/ou raio-X, realiza uma pequena punção nas costas para acessar o rim e colocar um dreno fino. Esse dreno permite que a urina saia diretamente do rim para uma bolsa coletora externa, aliviando a obstrução e ajudando a proteger a função renal. Em alguns casos, além da nefrostomia, pode ser possível passar um cateter duplo J pelo mesmo acesso, de cima para baixo, do rim até a bexiga. Esse é o chamado implante anterógrado do duplo J. O cateter fica totalmente interno e ajuda a manter o caminho da urina aberto entre o rim e a bexiga, podendo permitir, em situações selecionadas, a retirada posterior da nefrostomia externa. O procedimento é realizado em ambiente hospitalar, com monitorização, anestesia local e, quando necessário, sedação ou acompanhamento anestésico. Durante a intervenção, o paciente pode sentir pressão, desconforto local ou sensação de manipulação, mas a equipe acompanha todo o processo para reduzir dor e manter segurança.

Drenagem biliar percutânea e stent biliar

Quando há uma obstrução nos canais que levam a bile do fígado ao intestino, a bile pode se acumular e causar pele e olhos amarelados, coceira, urina escura, fezes claras, dor, febre ou infecção. Nesses casos, o médico pode indicar uma drenagem biliar percutânea para aliviar essa obstrução e proteger a função do fígado. O procedimento é minimamente invasivo e realizado em ambiente hospitalar. Guiado por ultrassonografia e raio-X, o médico faz uma pequena punção através da pele até os canais biliares e posiciona um dreno fino para permitir a saída da bile. Em muitos casos, isso ajuda a reduzir a pressão dentro do fígado, controlar sintomas e permitir a continuidade do tratamento clínico, cirúrgico ou oncológico. Em situações selecionadas, pode ser colocado também um stent biliar, uma pequena prótese que mantém o canal aberto. Quando o stent funciona bem, o dreno externo pode ser retirado posteriormente, conforme a evolução de cada caso. O procedimento é realizado em ambiente hospitalar, com anestesia local e acompanhamento anestésico. Antes da drenagem, são avaliados exames de imagem, função do fígado, coagulação, sinais de infecção, uso de anticoagulantes e as condições clínicas do paciente. Como toda intervenção, pode haver riscos, que são explicados individualmente conforme o quadro clínico e o tipo de procedimento planejado.

Embolização prostática

A embolização das artérias prostáticas é um procedimento minimamente invasivo que pode ser indicado para homens com hiperplasia prostática benigna — HPB, condição em que o aumento benigno da próstata dificulta a passagem da urina. A HPB pode causar sintomas como jato urinário fraco, esforço para urinar, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga, aumento da frequência urinária, urgência, necessidade de acordar várias vezes à noite para urinar, retenção urinária ou, em alguns casos, sangramento pela urina. O procedimento pode ser considerado em pacientes selecionados, especialmente quando os medicamentos não oferecem alívio adequado, causam efeitos colaterais, ou quando se busca uma alternativa minimamente invasiva às cirurgias convencionais. Também pode ser avaliado em homens com próstatas volumosas, uso de sonda vesical, sangramento prostático ou maior risco cirúrgico. A técnica é realizada por um radiologista intervencionista, geralmente com anestesia local e sedação. Um cateter fino é introduzido por uma artéria, normalmente pela virilha ou pelo punho, e guiado até os vasos que irrigam a próstata. Em seguida, são aplicadas micropartículas que reduzem o fluxo de sangue para a glândula, levando à diminuição progressiva do seu volume e ao alívio gradual da compressão sobre a uretra. A melhora dos sintomas costuma ocorrer de forma progressiva, ao longo das semanas. Entre os possíveis benefícios estão a ausência de cortes no abdome, menor tempo de internação, recuperação mais rápida e baixo risco de alterações sexuais importantes, como disfunção erétil ou ejaculação retrógrada, quando comparada a algumas opções cirúrgicas. Ainda assim, os resultados variam conforme o volume da próstata, a anatomia vascular, a gravidade dos sintomas e as condições clínicas de cada paciente. Nem todos os casos são ideais para embolização. Antes da indicação, é importante avaliar exames de imagem, sintomas urinários, função da bexiga, presença de infecção, uso de anticoagulantes, suspeita de câncer de próstata e particularidades anatômicas, como obstruções arteriais ou variações vasculares. A decisão deve ser individualizada e, sempre que possível, discutida em conjunto com o urologista.

Trombectomia mecânica no AVC isquêmico

O AVC isquêmico acontece quando um vaso do cérebro é obstruído por um coágulo, reduzindo ou interrompendo a chegada de sangue a uma região cerebral. É uma emergência médica: quanto mais rápido o paciente é avaliado e tratado, maiores são as chances de preservar função neurológica. Os sinais de alerta incluem boca torta, fraqueza ou dormência súbita em um lado do corpo, dificuldade para falar, confusão, alteração visual, tontura intensa ou perda súbita de equilíbrio. Diante desses sintomas, o paciente deve ser levado imediatamente a um serviço de urgência habilitado para atendimento de AVC. Em alguns casos, especialmente quando há obstrução de uma grande artéria cerebral, pode ser indicada a trombectomia mecânica. Nesse procedimento, realizado por via endovascular, o médico introduz cateteres finos por uma artéria, geralmente na virilha, e os guia até o vaso obstruído no cérebro para remover o coágulo e tentar restabelecer a circulação. A indicação depende do tempo de início dos sintomas, da gravidade do quadro, dos exames de imagem e da presença de tecido cerebral ainda viável. A tomografia de crânio, a angiotomografia e, em casos selecionados, exames de perfusão ajudam a definir se o paciente pode se beneficiar do tratamento. Estudos como DAWN e DEFUSE 3 fundamentam a seleção de pacientes em janelas tardias, até 24 horas em situações específicas. A trombectomia não é indicada para todos os tipos de AVC, mas pode ser decisiva em pacientes selecionados com obstrução de grandes vasos. Por isso, o reconhecimento rápido dos sintomas e o encaminhamento imediato para um centro preparado são etapas fundamentais.

Radiologia e Oncologia Intervencionista
Neurorradiologia Terapêutica

Segurança e critério clínico em Radiologia Intervencionista

Entrar em contato

Procedimentos minimamente invasivos guiados por imagem

Biópsias guiadas por imagem

Biópsias de pulmão, fígado, rim, linfonodos, ossos, partes moles, mama, tireoide e lesões profundas, com planejamento do trajeto mais seguro.

Drenagens percutâneas

Drenagem de abscessos, coleções abdominais, coleções pancreáticas, derrames e outras condições que podem ser tratadas por punção guiada.

Oncologia Intervencionista

Ablação de tumores, quimioembolização, embolizações e procedimentos paliativos ou complementares no tratamento do câncer.

Neurorradiologia Terapêutica

Tratamento endovascular de aneurismas, malformações vasculares, AVC isquêmico selecionado e outras doenças neurovasculares.

Intervenções urológicas e biliares

Nefrostomias, drenagens biliares, desobstruções e procedimentos guiados por imagem em situações complexas.

Intervenções vasculares

Angioplastias, tratamento endovascular de obstruções arteriais, embolizações, controle de sangramentos e acesso vascular complexo.

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Dr. Demóstenes Costa

Princípios clínicos que orientam atuação:

A serviço da vida, com critério e segurança:

Cada procedimento começa antes da sala de intervenção: com análise clínica, revisão dos exames, planejamento técnico e diálogo com o médico assistente.

Indicação criteriosa
Avaliação individualizada do caso, considerando diagnóstico, riscos, benefícios e alternativas.

Planejamento guiado por imagem

Escolha da técnica, via de acesso e método de imagem mais adequado para cada situação.

Integração assistencial

Comunicação com o médico solicitante e equipes envolvidas antes e após o procedimento.

NaRadiologiaIntervencionista,tãoimportantequantoaexecuçãotécnicaéaindicaçãoadequada.Cadacasodeveseravaliadoconsiderandoevidênciascientíficas,condiçõesclínicas,riscosebenefíciosesperados.

CRM-CE 10476

Sobre o Dr. Demostenes Costa

Coordenação médica da InterVie | Radiologia Intervencionista e Neurorradiologia Terapêutica Dr. Demóstenes Costa é médico radiologista intervencionista e neurorradiologista terapêutico, formado pela Universidade Federal do Ceará, com residência médica em Radiologia e Diagnóstico por Imagem pelo Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco.

Possui formação complementar pelo Grupo Angiorad, em Recife, nas áreas de Radiologia Intervencionista, Oncologia Intervencionista e Neurorradiologia Terapêutica, com estágio de aperfeiçoamento no Instituto Nacional de Câncer — INCA, no Rio de Janeiro, e observership no MD Anderson Cancer Center, em Houston, Texas, EUA. É fundador e diretor médico da InterVie — Radiologia Intervencionista a Serviço da Vida, atuando em procedimentos minimamente invasivos guiados por imagem, incluindo intervenções vasculares, oncológicas e neurovasculares.

Participa regularmente de congressos, workshops e treinamentos voltados à atualização técnica, segurança do paciente e medicina baseada em evidências. Médico inscrito no Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará sob o nº CRM-CE 10476, com registros de qualificação de especialista em Radiologia e Diagnóstico por Imagem — RQE 7231, Radiologia Intervencionista / Angiorradiologia — RQE 7416 eNeurorradiologia Diagnóstica e Terapêutica — RQE 13610.

FAQ

PricipaisperguntassobreaRadiologiaIntervencionista

Vou sentir dor durante um procedimento minimamente invasivo?

É natural ter receio de sentir dor. Por isso, cada procedimento é planejado considerando não apenas a técnica, mas também o conforto do paciente. Utilizamos anestesia local e, em casos selecionados, sedação ou acompanhamento anestésico, buscando realizar a intervenção com segurança e o menor desconforto possível.

Como são realizadas as biópsias guiada por ultrassom ou tomografia?

A biópsia guiada por imagem é um procedimento em que o médico retira um pequeno fragmento de tecido de uma lesão ou do parênquima de um órgão para descobrir exatamente o que ela é ou para avaliar a resposta ao tratamento. Isso é feito com o auxílio de exames como ultrassom ou tomografia, que permitem guiar a agulha com precisão até o local correto. O exame é realizado, na maioria das vezes, com anestesia local, e em algumas situações com sedação leve, para que o paciente não sinta dor. Uma agulha é introduzida até a lesão e o material coletado é enviado para análise em laboratório, onde pode ser estudado ao microscópio e por testes especiais, inclusive genéticos. Após o procedimento, o paciente fica em observação por algumas horas. Na maioria dos casos, pode ir para casa no mesmo dia. O principal objetivo da biópsia é confirmar o diagnóstico de nódulos, tumores ou outras alterações vistas nos exames. Os riscos são baixos, mas podem incluir pequeno sangramento ou dor no local. Em biópsias do pulmão, existe a possibilidade de entrada de ar ao redor do pulmão, o que geralmente é identificado e tratado. Em geral, é um método muito seguro, preciso e fundamental para definir o tratamento mais adequado.

Aneurisma cerebral: quando o tratamento endovascular pode ser indicado?

Receber o diagnóstico de um aneurisma cerebral costuma gerar medo e muitas dúvidas. É importante saber que nem todo aneurisma rompe, e nem todo aneurisma precisa ser tratado imediatamente. A melhor conduta depende de uma avaliação cuidadosa do tamanho, formato, localização, sintomas, histórico do paciente e risco estimado de sangramento. Quando o tratamento é indicado, uma das possibilidades é o tratamento endovascular, realizado por dentro dos vasos sanguíneos, sem abertura do crânio. Por meio de cateteres finos introduzidos pela virilha ou pelo punho, o médico chega até as artérias do cérebro e trata o aneurisma com auxílio de imagem em tempo real. O tratamento pode ser feito com molas de platina, chamadas de coils, ou com dispositivos como stents, balões, redirecionadores de fluxo e dispositivos intra-aneurismáticos, dependendo da anatomia do aneurisma. O objetivo é reduzir ou impedir a entrada de sangue dentro do aneurisma, diminuindo o risco de ruptura ou de novo sangramento.

Como é realizado o tratamento minimamente invasivo de miomas uterinos?

Os miomas uterinos são tumores benignos frequentes e podem estar associados a sangramento menstrual intenso, anemia, dor pélvica, aumento do volume abdominal, sensação de peso, pressão sobre bexiga ou intestino e impacto importante na qualidade de vida. A embolização das artérias uterinas é uma opção terapêutica minimamente invasiva para mulheres com miomas sintomáticos. O procedimento é realizado por meio de um pequeno acesso vascular, geralmente na virilha ou no punho, guiado por imagem, com o objetivo de reduzir o fluxo sanguíneo para os miomas e promover diminuição dos sintomas. A técnica foi descrita para tratamento de miomas na década de 1990, com publicação clássica de Ravina e colaboradores no Lancet, em 1995, e desde então vem sendo estudada em diferentes centros, com acompanhamento de longo prazo em mulheres tratadas por essa abordagem. Em diretrizes internacionais, incluindo publicações do American College of Obstetricians and Gynecologists — ACOG, a embolização é reconhecida como uma opção no manejo de mulheres com leiomiomas sintomáticos, especialmente quando há desejo de evitar histerectomia e preservar anatomicamente o útero. Quando bem indicada, a embolização pode proporcionar melhora do sangramento, da dor e dos sintomas compressivos, com menor tempo de internação e recuperação geralmente mais rápida em comparação a cirurgias maiores. A escolha do tratamento, no entanto, deve ser individualizada e discutida em conjunto com a ginecologia, considerando idade, sintomas, exames de imagem, desejo gestacional, características dos miomas e objetivos da paciente.

Ablação de tumores e metástases

Receber o diagnóstico de um tumor ou de uma metástase costuma trazer muitas dúvidas: é preciso operar? Existe alguma opção menos invasiva? Qual tratamento oferece melhor equilíbrio entre resultado, segurança e recuperação? A ablação percutânea de tumores é uma técnica minimamente invasiva que pode ser indicada em casos selecionados. Por meio de uma pequena punção na pele, o médico introduz uma agulha especial até o tumor, guiado por exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia. A partir dessa agulha, diferentes formas de energia podem ser utilizadas para tratar a lesão, como calor por radiofrequência ou micro-ondas, frio por crioablação, ou outras tecnologias específicas. O objetivo é destruir o tecido tumoral com precisão, buscando preservar o máximo possível das estruturas saudáveis ao redor. A ablação pode ser considerada para tumores pequenos e bem localizados, especialmente no fígado, rim, pulmão e ossos, além de situações selecionadas em outros órgãos. Em alguns casos, pode ser uma alternativa à cirurgia; em outros, pode complementar tratamentos como quimioterapia, imunoterapia, radioterapia ou acompanhamento oncológico. A decisão deve ser sempre individualizada. Antes de indicar o procedimento, avaliamos o tipo de tumor, tamanho, localização, número de lesões, exames de imagem, condição clínica do paciente e objetivos do tratamento. Sempre que necessário, a conduta é discutida com a equipe assistente, como oncologista, cirurgião ou médico solicitante.

Ablação de nódulos benignos da tireoide

Nem todo nódulo de tireoide precisa ser operado. Em alguns casos, quando o nódulo é benigno, mas causa sensação de pressão no pescoço, desconforto para engolir, dor local ou incômodo estético, a ablação por radiofrequência ou micro-ondas pode ser uma opção minimamente invasiva. O procedimento é feito com uma agulha fina, guiada por ultrassom, geralmente com anestesia local. O calor aplicado dentro do nódulo promove sua redução gradual, preservando a maior parte possível da glândula tireoide. Antes da indicação, é essencial confirmar que o nódulo é benigno e avaliar seu tamanho, localização, características no ultrassom, sintomas e objetivos do paciente.

Angiografia, arteriografia e flebografia: o que é e por que meu médico pediu esse exame?

É normal ficar apreensivo quando o médico solicita uma angiografia, arteriografia ou flebografia. Apesar dos nomes parecerem complexos, esses exames têm um objetivo principal: mapear os vasos sanguíneos e entender como o sangue está circulando em determinada região do corpo. De forma geral, chamamos de angiografia o exame dos vasos sanguíneos. Quando avaliamos principalmente as artérias, o exame pode ser chamado de arteriografia. Quando o foco são as veias, usamos o termo flebografia. Esses exames permitem identificar alterações como estreitamentos, obstruções, aneurismas, malformações vasculares, sangramentos ou outras mudanças na circulação. Em muitos casos, ajudam o médico a confirmar um diagnóstico, planejar uma cirurgia ou definir a necessidade de tratamentos como angioplastia, stent, embolização ou trombólise. O procedimento é realizado em ambiente hospitalar, com monitorização e equipe especializada. Após anestesia local, o médico introduz um cateter fino, geralmente pela virilha ou pelo braço, e injeta contraste para que os vasos apareçam nas imagens de raio-X em tempo real. Durante o exame, o paciente pode sentir pressão no local da punção ou uma sensação passageira de calor quando o contraste é aplicado. Na maioria das vezes, o desconforto é pequeno. Em alguns casos, pode ser utilizada sedação, dependendo do tipo de exame, da duração prevista e das condições clínicas do paciente. Como todo procedimento invasivo, existem riscos, como hematoma no local da punção, sangramento, reação ao contraste ou alteração da função renal em pacientes predispostos. Por isso, antes do exame, são avaliados exames laboratoriais, função dos rins, histórico de alergias, uso de anticoagulantes e condições clínicas do paciente. Esse cuidado ajuda a reduzir riscos e a escolher a melhor forma de realizar o procedimento.

Nefrostomia percutânea e cateter duplo J anterógrado: o que é e por que meu médico indicou esse procedimento?

Esses procedimentos geralmente são indicados quando existe dificuldade para a urina sair do rim em direção à bexiga, causando dilatação do sistema urinário, dor, infecção, alteração da função renal ou risco de perda da função do rim. A nefrostomia percutânea é um procedimento minimamente invasivo em que o médico, guiado por ultrassonografia e/ou raio-X, realiza uma pequena punção nas costas para acessar o rim e colocar um dreno fino. Esse dreno permite que a urina saia diretamente do rim para uma bolsa coletora externa, aliviando a obstrução e ajudando a proteger a função renal. Em alguns casos, além da nefrostomia, pode ser possível passar um cateter duplo J pelo mesmo acesso, de cima para baixo, do rim até a bexiga. Esse é o chamado implante anterógrado do duplo J. O cateter fica totalmente interno e ajuda a manter o caminho da urina aberto entre o rim e a bexiga, podendo permitir, em situações selecionadas, a retirada posterior da nefrostomia externa. O procedimento é realizado em ambiente hospitalar, com monitorização, anestesia local e, quando necessário, sedação ou acompanhamento anestésico. Durante a intervenção, o paciente pode sentir pressão, desconforto local ou sensação de manipulação, mas a equipe acompanha todo o processo para reduzir dor e manter segurança.

Drenagem biliar percutânea e stent biliar

Quando há uma obstrução nos canais que levam a bile do fígado ao intestino, a bile pode se acumular e causar pele e olhos amarelados, coceira, urina escura, fezes claras, dor, febre ou infecção. Nesses casos, o médico pode indicar uma drenagem biliar percutânea para aliviar essa obstrução e proteger a função do fígado. O procedimento é minimamente invasivo e realizado em ambiente hospitalar. Guiado por ultrassonografia e raio-X, o médico faz uma pequena punção através da pele até os canais biliares e posiciona um dreno fino para permitir a saída da bile. Em muitos casos, isso ajuda a reduzir a pressão dentro do fígado, controlar sintomas e permitir a continuidade do tratamento clínico, cirúrgico ou oncológico. Em situações selecionadas, pode ser colocado também um stent biliar, uma pequena prótese que mantém o canal aberto. Quando o stent funciona bem, o dreno externo pode ser retirado posteriormente, conforme a evolução de cada caso. O procedimento é realizado em ambiente hospitalar, com anestesia local e acompanhamento anestésico. Antes da drenagem, são avaliados exames de imagem, função do fígado, coagulação, sinais de infecção, uso de anticoagulantes e as condições clínicas do paciente. Como toda intervenção, pode haver riscos, que são explicados individualmente conforme o quadro clínico e o tipo de procedimento planejado.

Embolização prostática

A embolização das artérias prostáticas é um procedimento minimamente invasivo que pode ser indicado para homens com hiperplasia prostática benigna — HPB, condição em que o aumento benigno da próstata dificulta a passagem da urina. A HPB pode causar sintomas como jato urinário fraco, esforço para urinar, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga, aumento da frequência urinária, urgência, necessidade de acordar várias vezes à noite para urinar, retenção urinária ou, em alguns casos, sangramento pela urina. O procedimento pode ser considerado em pacientes selecionados, especialmente quando os medicamentos não oferecem alívio adequado, causam efeitos colaterais, ou quando se busca uma alternativa minimamente invasiva às cirurgias convencionais. Também pode ser avaliado em homens com próstatas volumosas, uso de sonda vesical, sangramento prostático ou maior risco cirúrgico. A técnica é realizada por um radiologista intervencionista, geralmente com anestesia local e sedação. Um cateter fino é introduzido por uma artéria, normalmente pela virilha ou pelo punho, e guiado até os vasos que irrigam a próstata. Em seguida, são aplicadas micropartículas que reduzem o fluxo de sangue para a glândula, levando à diminuição progressiva do seu volume e ao alívio gradual da compressão sobre a uretra. A melhora dos sintomas costuma ocorrer de forma progressiva, ao longo das semanas. Entre os possíveis benefícios estão a ausência de cortes no abdome, menor tempo de internação, recuperação mais rápida e baixo risco de alterações sexuais importantes, como disfunção erétil ou ejaculação retrógrada, quando comparada a algumas opções cirúrgicas. Ainda assim, os resultados variam conforme o volume da próstata, a anatomia vascular, a gravidade dos sintomas e as condições clínicas de cada paciente. Nem todos os casos são ideais para embolização. Antes da indicação, é importante avaliar exames de imagem, sintomas urinários, função da bexiga, presença de infecção, uso de anticoagulantes, suspeita de câncer de próstata e particularidades anatômicas, como obstruções arteriais ou variações vasculares. A decisão deve ser individualizada e, sempre que possível, discutida em conjunto com o urologista.

Trombectomia mecânica no AVC isquêmico

O AVC isquêmico acontece quando um vaso do cérebro é obstruído por um coágulo, reduzindo ou interrompendo a chegada de sangue a uma região cerebral. É uma emergência médica: quanto mais rápido o paciente é avaliado e tratado, maiores são as chances de preservar função neurológica. Os sinais de alerta incluem boca torta, fraqueza ou dormência súbita em um lado do corpo, dificuldade para falar, confusão, alteração visual, tontura intensa ou perda súbita de equilíbrio. Diante desses sintomas, o paciente deve ser levado imediatamente a um serviço de urgência habilitado para atendimento de AVC. Em alguns casos, especialmente quando há obstrução de uma grande artéria cerebral, pode ser indicada a trombectomia mecânica. Nesse procedimento, realizado por via endovascular, o médico introduz cateteres finos por uma artéria, geralmente na virilha, e os guia até o vaso obstruído no cérebro para remover o coágulo e tentar restabelecer a circulação. A indicação depende do tempo de início dos sintomas, da gravidade do quadro, dos exames de imagem e da presença de tecido cerebral ainda viável. A tomografia de crânio, a angiotomografia e, em casos selecionados, exames de perfusão ajudam a definir se o paciente pode se beneficiar do tratamento. Estudos como DAWN e DEFUSE 3 fundamentam a seleção de pacientes em janelas tardias, até 24 horas em situações específicas. A trombectomia não é indicada para todos os tipos de AVC, mas pode ser decisiva em pacientes selecionados com obstrução de grandes vasos. Por isso, o reconhecimento rápido dos sintomas e o encaminhamento imediato para um centro preparado são etapas fundamentais.